6 INSIGHTS QUE RESUMEM A RETAIL'S BIG SHOW NRF2017, MAIOR FEIRA DE VAREJO DO MUNDO

Quem não pode conferir de perto as novidades em tecnologia na Retail’s Big Show NRF 2017, maior feira de varejo do mundo realizada em Nova York, teve o prazer de receber na capital gaúcha o evento PÓS-NRF, promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre.

Profissionais do setor de varejo trouxeram seus conhecimentos e suas impressões a respeito do evento e, é claro, fomos conferir tudo de perto.

Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, junto com Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail e autor do livro “Varejo e Brasil: Reflexões e Estratégias”, resumiram a NRF 2017 em seis insights:

1) O novo mapa do varejo global: um novo mapa se formou, colocando a Amazon entre as Top10 varejistas do mundo. Hoje, a empresa está em décimo lugar e, se continuar com seu expressivo crescimento, se tornará a segunda maior varejista global em até três anos. Esse fato mostra a força do e-commerce no mundo, com empresas ganhando cada vez mais representatividade. No Brasil, apesar de estar em crescimento, a porcentagem de vendas online, quando comparada a outros países, ainda é baixa.

2) Tecnologias emergentes: o uso doméstico e a massificação de algumas tecnologias tem barateado muitas soluções. A realidade virtual e aumentada, por exemplo, são tecnologias muito mais próximas da nossa realidade e permitem uma experiência mais real e emocional dentro do varejo. No caso da realidade aumentada, por exemplo, o consumidor pode projetar em sua sala ou em seus ambientes, uma televisão, um móvel ou até uma peça de roupa com as mesmas medidas de quem está comprando. Os robôs também apareceram com força total e, desta vez, de forma mais acessível, “humana” e afetiva. Outro destaque foi o uso das câmeras e o wi-fi, que tem permitido controle de fluxo nas lojas com indicadores de conversão e mapas de calor que resultam em uma visão mais científica das lojas.

3) Data is the News Oil (Informação como moeda forte): como transformar toda essa informação em decisão, ação e resultado? A NRF 2017 apresentou a computação cognitiva, que permite aos gestores interagir com motores de decisão em vez de receber informações apenas e, muitas vezes, não saber de que forma usá-las. As decisões não são mais tomadas pelas opiniões de profissionais e sim com base na computação cognitiva. É um desafio de tecnologia, mas antes de tudo um desafio cultural.

4) O futuro da loja: muitos se perguntam a respeito do impacto do mundo digital sobre a loja física. O certo é que as pessoas não irão mais até a loja porque precisam comprar, mas porque querem. As motivações que levarão os consumidores à loja vão além da necessidade. Vão envolver informação, interação, inspiração, prazer e emoção. O desafio será diminuir cada vez mais o atrito, ou seja, facilitar a vida do consumidor e aumentar significativamente a sua experiência.

5) Transformação digital: as pessoas não compram de canais ou em canais, elas se relacionam com marcas. A transformação digital também é uma transformação organizacional. Se a empresa não envolver, engajar as pessoas, repensar a governança, o modelo de gestão e seu desenho organizacional, não conseguirá evoluir dentro deste processo.

6) Cultura e engajamento: o varejo continuará sendo de gente para gente. Um negócio sustentável dependerá do engajamento das pessoas. Compartilhar a cultura da empresa, seus propósitos, princípios, valores e causas será essencial para que se crie cada vez mais identificação e conexões com seus consumidores.

Ainda assim, a notícia boa é que as tecnologias vistas em Nova York estão cada vez menos distantes e mais acessíveis da realidade brasileira. Eduardo Terra e Alberto Serrentino definiram ainda o conteúdo da NRF 2017 como pragmático, prático e desafiador, nos deixando, então, com uma única certeza: a hora da transformação é agora.